Fechamento de restaurantes é suspenso pela Justiça no interior de SP; entenda nova decisão

  • 01/04/2026
(Foto: Reprodução)
Fechamento de restaurantes em Cachoeira de Emas, em Pirassununga, é suspenso A Justiça de Pirassununga (SP) decidiu, nesta quarta-feira (1º), suspender temporariamente a ordem de desocupação de três restaurantes do distrito Cachoeira de Emas. Uma ação da Fazenda Pública do Estado de São Paulo pediu a reintegração de posse por ocupação irregular. A Prefeitura entrou com uma outra ação que resultou na nova decisão temporária, alegando que o próprio Estado deu ao município o direito de usar partes dessa mesma área. Com isso, o juiz determinou que o Estado tem um prazo de 15 dias para apresentar documentos que mostrem exatamente os limites de cada área. O objetivo é conferir se os locais onde estão os restaurantes batem com as novas autorizações dadas à prefeitura. 📱 Siga o g1 São Carlos e Araraquara no Instagram Determinação de desocupação Comerciantes e frequentadores temem impactos econômicos e fechamento de estabelecimentos EPTV/Reprodução No último dia 19 de março, o juiz da 2ª Vara Judicial de Pirassununga havia determinado a desocupação imediata de três restaurantes. O documento também autorizava o uso de força policial em caso de resistência e prevê multa diária de R$ 500 para cada ocupante. Os comerciantes informaram que não foram notificados sobre a desocupação. A preocupação era de prejuízo justamente na Semana Santa, período de maior movimento. “Não recebemos nenhuma notificação. Ficamos sabendo pelas redes sociais. Estamos aguardando para ver o que vai acontecer, o nosso estoque é muito grande”, disse o comerciante José Valdir Gomes Martins Filho em entrevista à EPTV na terça (31). Mais notícias da região: VACINA DA GRIPE: veja onde se vacinar e os horários em Araraquara, São Carlos e região VACINA CONTRA RAIVA: falta de doses suspende aplicação em cães e gatos TRAGÉDIA: VÍDEO: grave acidente mata homem e causa incêndio na Washington Luís Segundo a decisão, os imóveis estão em área pública e teriam sido reocupados de forma irregular após lacração realizada em 2008. Mas, um ano depois, a situação foi revertida. O Estado concedeu a área ao município, e a Prefeitura passou a realizar licitações com contratos de cinco anos. Segundo o órgão, os imóveis chegaram a ser desocupados, lacrados e retomados pelo Estado ainda em 2008. No entanto, a ocupação atual é considerada irregular e configura descumprimento da decisão judicial. A Procuradoria destacou ainda que, mesmo com mudança dos responsáveis pelos estabelecimentos ao longo do tempo, a decisão continua válida e deve ser cumprida. Diante disso, o posicionamento do Estado era de dar continuidade à execução da medida de desocupação. Proprietários afirmam que não foram notificados Comerciantes vivem clima de incerteza com decisão judical na Semana Santa em Pirassununga EPTV/Reprodução Os atuais donos dos estabelecimentos afirmam que assumiram os pontos após vencerem processo licitatório em 2021 e dizem não ter sido informados sobre a ação judicial. Eles relatam ainda preocupação com prejuízos, já que reforçaram estoques e contrataram funcionários temporários para atender à alta demanda da Semana Santa. Segundo os comerciantes, a possível desocupação afeta não apenas os restaurantes, mas toda a cadeia econômica da região, como vendedores ambulantes, fornecedores, entregadores e trabalhadores informais que dependem do movimento turístico. REVEJA VÍDEOS DA EPTV CENTRAL: Veja mais notícias da região no g1 São Carlos e Araraquara

FONTE: https://g1.globo.com/sp/sao-carlos-regiao/noticia/2026/04/01/justica-suspende-fechamento-de-restaurantes-e-pede-que-limites-de-area-sejam-esclarecidos-entenda.ghtml


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