Fraudes bancárias: quem são os três alvos da Operação Fallax que seguem foragidos

  • 28/03/2026
(Foto: Reprodução)
Alvo apontado como chefe do esquema de fraudes bancárias se entrega à PF, em Piracicaba Três alvos da Operação Fallax, deflagrada pela Polícia Federal (PF) para combater um esquema de fraudes bancárias, seguem foragidos até esta publicação. São eles: Ariovaldo Alves de Assis Negreiro Junior, de Osasco (SP); Igor Gustavo Martins Avela, de São Paulo (SP); e Carlos Ramiro Rodrigues, de Rio Claro (SP). O g1 não conseguiu localizar as defesas. Suas funções envolviam intermediar pagamentos e, até mesmo, manter o “silêncio” de pessoas que ameaçassem denunciar o esquema. Leia mais abaixo. Ao todo, a Justiça Federal expediu 21 mandados de prisão. Na quarta-feira (25), dia da operação, 15 pessoas foram presas. Nesta sexta, outras três pessoas se apresentaram na delegacia da PF em Piracicaba (SP), entre elas o morador de Americana (SP) Thiago Branco de Azevedo, de 41 anos, apontado como chefe do esquema — ele foi levado ao Centro de Detenção Provisória (CDP) de Piracicaba. Leia também: De gerentes a falsificadores: quem é quem no esquema de fraudes bancárias Suspeitos usaram até mãe e filha como 'laranjas', aponta PF De acordo com as investigações, a organização praticava fraudes bancárias mediante o uso de empresas de fachada, “laranjas” e cooptação de agentes do sistema financeiro. Pessoas eram pagas com importâncias consideradas “ínfimas”, como R$ 150 e R$ 200, para emprestar o nome. Gerentes de banco também recebiam “comissões” como pagamento por participarem do esquema. 📲 Siga o g1 Piracicaba no Instagram Conforme apurou a PF, o grupo abriu múltiplas contas bancárias e celebrou contratos de empréstimo milionários. Já foram identificadas movimentações de, pelo menos, R$ 47 milhões. Os papéis dos foragidos Principal alvo da operação, a esposa e o cunhado se apresentaram na PF de Piracicaba Victor Hugo Bittencourt/EPTV Segundo decisão judicial que resultou nas prisões, à qual o g1 teve acesso, Igor teria papel central como operador financeiro do esquema. Ele é suspeito de receber e gerenciar comissões ilícitas por meio de empresa própria, além de planejar estratégias para mascarar inadimplência. Ariovaldo, por sua vez, teria exercido funções de intermediação financeira e operacional, inclusive com recebimento de comissões ilícitas por meio de pessoas jurídicas utilizadas para ocultação da origem e do destino dos valores. Por último, Carlos Ramiro seria responsável por intermediar os pagamentos aos “laranjas”. Também atuava na contenção de crises e na manutenção do "silêncio" de pessoas envolvidas que ameaçavam denunciar o esquema, de acordo com as investigações. 🔎 Raio X da operação Quantos mandados foram expedidos? — A operação teve 43 mandados de busca e apreensão e 21 mandados de prisão nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. Quantas pessoas estão presas e foragidas? — 18 pessoas estão presas e outras três estão foragidas. O que foi apreendido? — Computadores, documentos e aparelhos celulares relacionados à operação. Quebra de sigilo e bloqueio de bens — Foi determinado o bloqueio e o sequestro de bens imóveis, veículos e ativos financeiros até o limite de R$ 47 milhões. Foram autorizadas ainda medidas cautelares para o rastreamento de ativos financeiros, incluindo a quebra de sigilo bancário e fiscal de 33 pessoas físicas e 172 pessoas jurídicas. Qual crime é investigado? — Segunda a PF, eram realizadas fraudes bancárias de instituições financeiras. O esquema envolvia a abertura de contas com empresas fictícias com a utilização de nomes de laranjas e até de pessoas que nem existem. Pessoas eram pagas com importâncias consideradas ínfimas (R$ 150, R$ 200) para emprestar o nome ao esquema. Quantas empresas conseguiram financiamento? — 172 empresas conseguiram obter financiamentos em várias instituições financeiras. Foram identificadas movimentações de pelo menos R$ 47 milhões. Como eles dificultavam o rastreamento? — Segundo a PF, a organização utilizava empresas de fachada e estruturas empresariais para dissimular a origem dos recursos ilícitos, e cooptava funcionários de instituições financeiras. Os funcionários inseriam dados falsos nos sistemas bancários para viabilizar saques e transferências indevidas, e esses valores eram convertidos em bens de luxo e criptoativos, com o intuito de dificultar o rastreamento. Valores totais fraudados — As fraudes investigadas podem alcançar valores superiores a R$ 500 milhões. Vida de luxo Vida de luxo: quem é o principal alvo de operação sobre fraudes milionárias contra a Caixa Apontado como chefe do esquema, Thiago tinha vida de luxo e costumava dar festas para cantores sertanejos, segundo o delegado da Polícia Federal em Piracicaba (SP), Henrique Souza Guimarães. Os nomes dos artistas não foram divulgados. Em imagens publicadas nas redes sociais, o suspeito, conhecido como Ralado, ostenta carros de alto padrão e aparece também dirigindo em alta velocidade — assista no vídeo acima. De acordo com o delegado , Thiago fazia toda a “orquestração” do esquema. Guimarães afirmou que o suspeito era uma pessoa "articulada" e conseguia cooptar pessoas para o crime. "Era ele que fazia contato com os gerentes das instituições financeiras, que conseguia contato com as pessoas que iam emprestar os nomes para figurarem nessas empresas. Ele tinha contato com outras empresas legalizadas que atuam no mercado nacional. Ele fazia contato com essas empresas para ver se essas pessoas tinham interesse em criar empresas de fachada para conseguir valores nas instituições financeiras e alavancar os próprios negócios", disse. Além dos 21 que tiveram prisão decretada, há outros 12 suspeitos, que foram alvos apenas de mandados de busca e apreensão. Entre eles, está Rafael Ribeiro Leite Góis, sócio-fundador e CEO do Grupo Fictor. Sua defesa afirmou que vai prestar esclarecimentos necessários às autoridades assim que tiver acesso ao conteúdo da investigação. VÍDEOS: Tudo sobre Piracicaba e região Veja mais notícias da região no g1 Piracicaba

FONTE: https://g1.globo.com/sp/piracicaba-regiao/noticia/2026/03/28/fraudes-bancarias-quem-sao-os-tres-alvos-da-operacao-fallax-que-seguem-foragidos.ghtml


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